Irã afirma ter o direito de executar homossexuais em público por “valores morais”

Em resposta a perguntas feitas em Teerã, capital iraniana, por um repórter do jornal alemão Bild, o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Mohammad Javad Zarif, reiterou a justificativa do país em manter uma lei que prevê a execução de homossexuais e também reforçou sua oposição a Israel e aos EUA.

Sobre a execução de gays do Irã, Zarif disse que: “Nossa sociedade tem princípios morais e vive de acordo com esses princípios.
Richard Grenell, o embaixador dos EUA na Alemanha, disse ao Jerusalem Post na segunda-feira: “A Declaração de Direitos Humanos da ONU deixa claro que essas respostas do regime iraniano estão violando os princípios básicos da ONU.
Volker Beck, um político do partido verde alemão e ativista LGBT, repudiou a afirmação do ministro iraniano.

“Zarif deixa claro o que o Irã defende: o desprezo pelos direitos humanos de homossexuais, mulheres e minorias religiosas”.
Jerusalem Post informou em janeiro que o regime clerical do Irã enforcou publicamente um homem com base em uma lei islâmica anti-homossexual.
O homem não identificado foi enforcado no dia 10 de janeiro, na cidade de Kazeroon, no sudoeste do país.


Contextualização

De acordo com o envio de um WikiLeaks britânico em 2008, o regime dos mulás do Irã executou “entre 4.000 e 6.000 gays e lésbicas” desde a Revolução Islâmica de 1979.


Hassan Afshar, de 19 anos, foi enforcado na Prisão de Arak, na Província de Markazi, no Irã, em 18 de julho de 2016, depois de ter sido condenado por “sexo anal forçado entre homens e homens” no início de 2015.

O enforcamento público do regime iraniano em janeiro ganhou espaço no anúncio feito pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fevereiro de que estaria lançando uma campanha para acabar com a criminalização da homossexualidade em todo o mundo.


Grenell – oficial do governo americano e homossexual assumido – disse ao Post em fevereiro que “71 países criminalizam a homossexualidade e oito vão matar pessoas apenas por serem gays.

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